Mulher na política – um desafio constante.

Nos últimos anos, o tema “Mulheres na Política” tem sido abordado com mais intensidade. Desde a conquista do voto feminino no Brasil em 24 de fevereiro de 1932, as mulheres travam uma luta em favor da igualdade na disputa eletiva nos partidos políticos brasileiros.

Embora o assunto tenha sido pauta de debates, conferências, campanhas e movimentos em prol da participação ativa da mulher na política, o cenário nos cargos eletivos não tem alcançado a expectativa da classe feminina que não chega atingir a cota determinada pela Constituição Eleitoral que é de 30% dos cargos eletivos por partidos políticos.

Dados apontam que o número de eleitores do sexo feminino no País, é superior ao sexo masculino um percentual de 52% do eleitorado brasileiro, somando 77.076.395 eleitoras aptas a votarem e a participarem da política, (dados de fevereiro de 2018).

Mesmo os números mostrando que as mulheres estão em plenas condições de exercer a soberania popular prevista na Constituição Federal de 1988, que define a possibilidade de votar e se candidatar nas eleições como um valor igual para todos, a conquista do espaço e vitória nas eleições tem sido uma batalha constante contra preconceitos, falta de apoio,  estímulo, entre outros impasses.

Recentemente a frase “Mulher não é muito de política” citada em entrevista pelo presidente do PSL Nacional, Luciano Bivar, que, em um disparate bastante polêmico e visivelmente preconceituoso e machista, defende o fim da cota de gênero.

Atitude bastante inadequada para um Presidente de Partido Político, que obviamente deve conhecer e cumprir o Art. 10 da Lei 9.504\1997, onde determina a cota dos 30% para vagas de candidatas do sexo feminino como medida obrigatória para efetivar o registro de todos as candidaturas.

Ultimamente nos deparamos quase todos os dias com declarações, críticas, controvérsias, como se fosse a melhor forma que encontraram para desestimular a mulher da participação política, ou será estratégia de marketing para tirar o foco daquilo que é prioridade no país? ou trazer para mídia políticos que já perderam a credibilidade?

Até parece que retrocedemos no tempo em pleno século XXI e querem nos impor a condição de que mulher é apenas para ser a senhora esposa, mãe e do lar, uma versão um tanto arcaica já vencida pelas conquistas da mulher em meio a sociedade.

Dessa forma, concluímos que a falta de respeito e o machismo arrogante e preconceituoso, ainda é um obstáculo na carreira política da mulher, a ser vencido através da conscientização do eleitor pela conquista do voto.

A mulher é um ser forte, capacitada, inteligente apta a exercer qualquer cargo eletivo na política brasileira, e mesmo com os números de eleitoras, desproporcional ao número de candidatas eleitas, já tivemos uma Presidente mulher no país.

O Brasil ocupa a 115ª posição no ranking mundial de presença feminina no Parlamento dentre os 138 países, uma posição bastante preocupante e deve ser melhorada com o trabalho e a união em prol da conquista do voto, para preencher as vagas já existentes.

Ao contrário do presidente Luciano Bivar do PSL, entendemos que um país justo, não se faz só com homens, mas também, com mulheres na política ou, em qualquer outra representatividade.

A mulher, não deve se render aos caprichos nem tão pouco se abater com os comentários ou declarações mensuradas de forma desrespeitosa, por aqueles que não conseguem aceitar a mulher no poder.

Mulheres, não deixem o medo ser um obstáculo, está na hora de chutar a porta e assumir seu lugar na política, mais ação, tome atitude!

Que a luta continue e mais mulheres possam tomar partido, e unidas, nos levantamos em um grito contra o abuso, violência e o preconceito.

Desculpa senhor presidente Luciano Bivar, mas o lugar da MULHER é na POLÍTICA ou, aonde ela quiser!

 

Por: Sande Moraes – Jornalista – MTE\SRT Nº 01461-MA

 

 

 

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